segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Um bocadinho de ordem no teu caos.
Fazem alguns dias que me consumo em pensamentos. Daqueles odiosos, suponho, por ti.
Insisto em indagar e ouso dizer. Tenho pago um alto preço...
E digo isso por anseios que não me inibo em compartilha-los a você.
Ando aflita. Acredito, por sementes derramadas em estradas passadas. Pois o destino, há muito não me acompanha...
Sem mais rodeios:
Aqui se faz, aqui se paga?
***
A vida é breve.
A arte é longa.
A experiência é difícil.
O juízo é incerto.
A ocasião é rara.
Se fosse pra responder na bucha eu diria sem titubear, não. A imprevisibilidade “parece” nos guiar. Será mesmo? Sabemos que vida e caos são indissociáveis. E que existe um determinismo em todo evento caótico Uma espécie de padrão pode ser identificado através de uma leitura menos reducionista do mundo. Essa é a espinha dorsal da Teoria do Caos. A imprevisibilidade previsível, uma desordem ordenada... Edward Lorenz.
A resposta para sua pergunta pode estar nas relações de causa e efeito. Aqui se faz, aqui se paga? Sim e não. Depende do que necessariamente signifique “pagar”. Os atos mais simples podem desencadear eventos complexos – e vice e versa. Sabemos que há uma ordem. Agora se ela será de punição fica difícil prever... mas não impossível.
Sentir culpa é um ato humano. Sua ausência transforma o individuo num monstro. Precisamos saber digeri-la para transpassá-la. Portanto minha cara, culpa não é crime, é na verdade o contrario.
Para economizar alguns bytes vou emendar aqui uma reflexão (pertinente) que carece de sua analise sempre afiada.
O ser humano como principal culpado por seu sofrimento. Na sagacidade que têm em seguir seus desejos individuais fracassa na tentativa do bem estar comum. O individual acima do coletivo.
Acho que é isso.
Beijo em slow-motion,
Tchau.
Ps.: Você já viu Dogville do Lars von Trier?
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