Uma vez, há muitos e muitos anos Narciso ousou com tamanha essência do que é viver me afogar em meio ao torpor de um delicado papiro.
E só agora tento retribuir tamanha estima, pois hoje entendo que Narciso é humano.
Esta conversa que se segue trás de dentro o torpor de uma criança que descobre como uma mágica é feita.
Não admirava Narciso nos primeiros dias seus em minha vida. Até descobri-lo homem forte que sabe chorar quando se faz necessário.
Digo-lhes que Narciso não se fazia Humano perante meus olhos.Era alguém para ser admirado com certa distancia. e a cada momento que passamos juntos Narciso, eu e Alicia, nos descobria mais humanas, e Narciso ao seu modo com sua ciência nos guiava por teses e experiencias. Ele sempre sabe onde podemos chegar...
Escalava montes e atravessava desertos nos trazendo os perfumes, as essências e as ervas mais exóticas do oriente. Ele não nos permite medo quando estamos juntos por ser demasiadamente humano e entender - as vezes - que errar nos faz parte da vida.
Discutimos artes, história, religião e filosofia... mas sobre a vida apena falamos com a cadencia do ouvir, por talvez pensarmos igual e agirmos diferente.
Demos FRUTOS então e os mesmos talvez nos tenham feito realmente entender quem somos e reavaliarmos nossa vidas. nos vejo mais uma vez emaranhados, com Alicia e poucos outros, em um moinho de vento.
Descobrimos mais uma vez, juntos, uma maneira sem discutir apenas por ouvir. e desta vez sem o olhar que não esconde nada.
Poderia então passar meses aqui falando tudo o que penso e sei sobre uma mágico chamado Narciso Aeon e ao mesmo tempo digerindo os fatos de ultima hora.
Mas não faço. termino por sorrir.
Narciso me chama por Irmã.

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ResponderExcluirHoje sei que é possível viver várias vidas em uma. Esse é um dos tesouros que carrego comigo. Aprendi com você.
ResponderExcluirEspero tê-la você por perto em breve,
Thiago.