segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Amarelaranja

Visto-me, na tua fantasia. À janela, sei o que pensa. Assim no longo, no demorado no comprido. Amarelaranja.
O sonho de despir a pele morena que os teus olhos não negam... Eu assim me travisto da janela, em fantasias furta cor.
Ora laranja. Ora amarela.
Da janela eu posso ouvir o teu respirar, e o suor que escorria entre as palavras jogadas a rede. Lamenta os toques laranja no espelho e geme amarelo quando lhe mando subir.
Todos os degraus pisados em furta cor.
E a noite que terminaria rubra, não pode começar branda. Começa em tons de manga. Ora rosa.
No suspiro do vestido rasgado é que goza. Desce agora os degraus. Da janela sorri.
Uma musa que sou. Amarela que fico na cidade que brotou laranja.


                                 


                                                       Para Larissa Rodriguês

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