terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Da Fidelidade

Julga-me infiel
Pelos outros corpos em minha cama
Mas digo, agora, sem pudor
Que a traição não vem de mim

Afinal sou, eu, MULHER.
E não posso resistir
Tantas bocas. Tantos sabores.
Sou mulher de carne.
E gosto de conhecer o que as outras carnes têm.

O que achas traição, chamo diversão
O que quero é o gozo
Que se resume no fim
Mas tu
Tu és sádico e gostas é do começo
O que queres é o sabor do romance
Não procuras gozo em outros ventres,
Mas amor em outras almas


Então defino
Sem ética, o termo de sua fidelidade
Separando o profano do divino

Ofereço a eles o profano.
A ti guardo o sagrado
E não te importas
Guardas apenas o desejo.
Aquele. Que arde entre as pernas
Mas o coração está entregue
                                           [a quem o cative]

Sugiro então que se imprima
Do Aurélio talvez
O que se é fidelidade...

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