Quando acordei estava entre tuas pernas. Não era um sono ou sonho profundo. Era o despertar do frenesi.
Cavalgava. Livre. Na cadência do teu paladar.
Quando olhei em teus olhos, senti o gosto do pecado que me tocava o ventre e escorria por entre os lábios.
Lábios desejáveis de tuas saudades, de tuas vontades. Do teu tesão. Que se encontram no caminhar depois do umbigo. Quente.
Pedia então a Deus que me tocasse como de costume, até que gozasse. Mas calasse.
Não posso ouvir o erro que respinga da tua febre... É eu sei que sente febre. Também a sinto.
E sei também que pedes perdão a ele. Pois sabe de sua metade.
Restou-me então voltar ao chuveiro, rezando. Dizendo alto: “Febre abaixe! Por que não atendo mais a este delito.”
O toque de quem não é feliz. Para que agora também me torne infeliz.
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