Visto-me, na tua fantasia. À janela, sei o que pensa. Assim no longo, no demorado no comprido. Amarelaranja.
O sonho de despir a pele morena que os teus olhos não negam... Eu assim me travisto da janela, em fantasias furta cor.
Ora laranja. Ora amarela.
Da janela eu posso ouvir o teu respirar, e o suor que escorria entre as palavras jogadas a rede. Lamenta os toques laranja no espelho e geme amarelo quando lhe mando subir.
Todos os degraus pisados em furta cor.
E a noite que terminaria rubra, não pode começar branda. Começa em tons de manga. Ora rosa.
No suspiro do vestido rasgado é que goza. Desce agora os degraus. Da janela sorri.
Uma musa que sou. Amarela que fico na cidade que brotou laranja.
Para Larissa Rodriguês
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
As margens do tédio.
Seguiam sua rotina, mas aquele trecho era especialmente podre.
Naquele dia, o tão majestoso, Tiête cheirava surpreendentemente pior que todos os outros.
Dorothy parecia simplesmente não se importar. Insistia para que parassem as margens como de costume. Narciso contrariado, não teve muitas opções sentou-se preparando a mangarosa, pois sabia que nenhum outro remédio abriria seu apetite.
Sentados, enquanto a fumaça entrava admiravam todas as fraldas, sofás e tênis Adidas que passavam pelo rio.
Narciso fechou os olhos, esboçando um sorriso:
-Hoje, estou com uma puta inveja dos cariocas. Imagina ter Copacabana pra distrair com biquínis e tudo mais.
Ela irritada com a demora de Narciso:
-Mas tudo enjoa.
Pensou ele que enjoar de merda é muito mais fácil que enjoar de bunda. Mas preferiu não rebater e seguiu respirando pela boca para evitar o mau cheiro, até o boteco onde o macarrão com almondegas lhes esperavam.
Comeram como babuínos adestrados. Depressa para bater o ponto do escritório, sem um decimo de atraso.
Naquele dia, o tão majestoso, Tiête cheirava surpreendentemente pior que todos os outros.
Dorothy parecia simplesmente não se importar. Insistia para que parassem as margens como de costume. Narciso contrariado, não teve muitas opções sentou-se preparando a mangarosa, pois sabia que nenhum outro remédio abriria seu apetite.
Sentados, enquanto a fumaça entrava admiravam todas as fraldas, sofás e tênis Adidas que passavam pelo rio.
Narciso fechou os olhos, esboçando um sorriso:
-Hoje, estou com uma puta inveja dos cariocas. Imagina ter Copacabana pra distrair com biquínis e tudo mais.
Ela irritada com a demora de Narciso:
-Mas tudo enjoa.
Pensou ele que enjoar de merda é muito mais fácil que enjoar de bunda. Mas preferiu não rebater e seguiu respirando pela boca para evitar o mau cheiro, até o boteco onde o macarrão com almondegas lhes esperavam.
Comeram como babuínos adestrados. Depressa para bater o ponto do escritório, sem um decimo de atraso.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Da Fidelidade
Julga-me infiel
Pelos outros corpos em minha cama
Mas digo, agora, sem pudor
Que a traição não vem de mim
Afinal sou, eu, MULHER.
E não posso resistir
Tantas bocas. Tantos sabores.
Sou mulher de carne.
E gosto de conhecer o que as outras carnes têm.
O que achas traição, chamo diversão
O que quero é o gozo
Que se resume no fim
Mas tu
Tu és sádico e gostas é do começo
O que queres é o sabor do romance
Não procuras gozo em outros ventres,
Mas amor em outras almas
Então defino
Sem ética, o termo de sua fidelidade
Separando o profano do divino
Ofereço a eles o profano.
A ti guardo o sagrado
E não te importas
Guardas apenas o desejo.
Aquele. Que arde entre as pernas
Mas o coração está entregue
[a quem o cative]
Sugiro então que se imprima
Do Aurélio talvez
O que se é fidelidade...
Pelos outros corpos em minha cama
Mas digo, agora, sem pudor
Que a traição não vem de mim
Afinal sou, eu, MULHER.
E não posso resistir
Tantas bocas. Tantos sabores.
Sou mulher de carne.
E gosto de conhecer o que as outras carnes têm.
O que achas traição, chamo diversão
O que quero é o gozo
Que se resume no fim
Mas tu
Tu és sádico e gostas é do começo
O que queres é o sabor do romance
Não procuras gozo em outros ventres,
Mas amor em outras almas
Então defino
Sem ética, o termo de sua fidelidade
Separando o profano do divino
Ofereço a eles o profano.
A ti guardo o sagrado
E não te importas
Guardas apenas o desejo.
Aquele. Que arde entre as pernas
Mas o coração está entregue
[a quem o cative]
Sugiro então que se imprima
Do Aurélio talvez
O que se é fidelidade...
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Já escolheu a fantasia?
Um sol.
Ardente
pensei no inferno,
era apenas carnaval.
Bolei algumas fantasias
baseada na saudade
Do que tenho, mas nunca foi meu
Aqui da sala escuto o radinho branco da cozinha
Era ele, por nome, Otto.
" Aqui é festa amor
E há tristeza em minha vida"
Então, é carnaval
E fantasiei uma vontade de não sair de casa
fantasiei uma vontade de desligar o telefone
Uma vontade de não esperar o desejo de tua presença.
Fantasia de chuva, e havia sol
Ardente
E você já escolheu a fantasia?
Ardente
pensei no inferno,
era apenas carnaval.
Bolei algumas fantasias
baseada na saudade
Do que tenho, mas nunca foi meu
Aqui da sala escuto o radinho branco da cozinha
Era ele, por nome, Otto.
" Aqui é festa amor
E há tristeza em minha vida"
Então, é carnaval
E fantasiei uma vontade de não sair de casa
fantasiei uma vontade de desligar o telefone
Uma vontade de não esperar o desejo de tua presença.
Fantasia de chuva, e havia sol
Ardente
E você já escolheu a fantasia?
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