sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Conversa de banheiro.

- Conversas impublicáveis?!
- De forma alguma minha vida é um livro de sacanagem aberto.


  • - Estou a ponto de te raptar

        •  - A M I G O, POR FAVOR!!!

          •  -  Pronto a ameaça já foi feita, agora pode decidir com calma!!!!!
            - Notou que fiquei sem palavras...? Que medo de nós!


            • é muito idiota e sugestivo... é quase um casamento, com mais sexo espero...

              • - Dificilmente manterei o posto de Pedrinho por muito tempo

                  • - vc me deixou sem palavras, mas com um sorriso no rosto
                • fiquei com vergonha...
                  para... temos que deletar complexos, certo?

                  •  - To tentando domar meu superego... mas tá foda
                  • nao foi só a Alicia que saiu de uma pelicula do Almodóvar...

                  • vc é uma explosao catartica de feminilidades! 
                    (isso não foi uma cantada)

                    • - sim... pensei numa coisa idiota 
                      (sempre pensamos coisas idiotas meu caro... somos fãs do Nathan!)
                    • tomará que vc seja a peça que falta...
                    • vick, cristina barcelona
                    • Eu não perco em nada pro Juan Antonio...


                       - As vezes cogito... outras não... somos humanos...
                       - Somente a imprevisibilidade nos move

                      - que bom... a Alicia ta dizendo que eu nao perco nada pra Juan antonio (dessa vez foi ela que ironizou)
                        

                      PAUSA PRA FOFOCA!
                       - Velho, sem noção o comentario do "FULANINHO" na tua foto...
                      • tá rolando algo? ( Me excedi)



                         - vc virou uma extensão de mim 
                        então. A ocasião faz o ladrão...
                • pois é... eu entendo ela. Sexo com quem se admira é diferente, na minha opinião é melhor... mas é muito mais perigoso.

                  • -Muito mesmo...
                    • por isso tenho dado tanta atenção aos bocós...
                    • tenho medo de me apaixonar... qndo a gente realmente acha que o outro vale a pena...fica muito difícil dividir...

                    • - se tiverem todos afim, q comece la fiesta!


                      • lembra desse tchno?

                        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
                        • dancei muito na brodinha

                          vish.. caderninho de vergonhas...

                          - Sempre afiada.
                          pois é... NÃO TIVEMOS CORAGEM DE VER MISFITS!!!!!!!!!!

                          eu queria entrar numa onda de masturbação feminina...
                          • tipo tirar esse conceito de que só homem faz isso...
                          • e de que é feio mulher assumir que faz...
                          • saca?
                            eu to fazendo um intensivo com a Alicia
                            • ela vai dando as instruções

                              Ela é demais ( eu concordo, estamos apaixonados pela mesma mulher a uns 8 anos!) não me canso de falar.



                              • - Hum...
                                então...acho que depende de quem faz...
                                Tem uns que meu deus... não pare... mas outros é... ai saí daí logo
                                •  Ela me deu um conselho ótimo esses dias: "língua nao é pau"
                                   Eu queria dizer isso a muita gente...
                                  - Foi aí que descobri o caminho das pedras


                                  - meu desiste desse troço e vai bater uma que vc ganha mais.
                                  conselho de amigo...
                                  satisfação garantida!

                                   - DUVIDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
                                  • VOU BAFORAR UM LANÇA NOW! HÁ
                                  • FILHO DA PUTA!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Um conto vulgar.



Havia naquela noite um demônio em sua cama.
 A pequena enxerga, ao longe, cabeças que passavam. Transeuntes que perambulavam, sem atrapalhar o êxtase que lhe envolvia.
E a unha se tingia ao raspar o suor da pele cinzenta.
Trabalhara em uma lavanderia durante o dia. Mas sua pele insistia em ter cheiro de prazer.
 - Cadela – pensava o clássico chinês, dono da lavanderia.
Comeu no almoço o feijão com arroz pré-aquecido no forno de microondas. Feijão, arroz superficialmente aquecidos. O centro fervia, as bordas frias. E cada grão que engolia manchava o garfo de cabo branco com seu batom rosa Pink barato.
Ansiava por findar o expediente, pois o publico passante lhe excitava e perante o demônio que a habitava imersa naquele inenarrável espetáculo, despir-se-ia frente ao espelho.
Não se sentia mal e gostava de sentir o seu próprio gosto.
Dedos, cheiros, cabelos longos, negros aos cachos que grudavam no rosto que gotejava orvalho de suor.
Dançou embevecida de sua própria saliva, enquanto aquele que habitava em sua cama tocava lhe as pernas de maneira a deixar marcas.
Sua cabeça palpitava personagens, que antes domou por entre as pernas. Envaidecida pelo alto numero, deleitava toques nus. E em meio a tantos rompantes de furor, uns lhe molhavam a nuca, outros faziam frigida, em busca de outro homem que a libertasse...
Há muito já não estava com a calcinha velha e desbotada, nem ao menos frente ao espelho.
Preferia agora se instalar abaixo do chuveiro gotejante, ora frio, ora de arrancar-lhe o couro. Ainda assim exalava prazer.
Tinha sede de si própria. Não mais sentiu os homens, não os desejou.
Não lhes deu prazer.
O seu próprio sabor lhe servia bem.
Nem o demônio romperia o porvir. Tocou-se como nunca antes. Lambeu os dedos gostou do sabor. A febre súbita lhe subiu a raiz dos cabelos.
Eis o fim da busca. Ninguém iria tão longe por ela...
Com a carne estremecida, sentou no chão. O chuveiro já não pingava quente. Acabou o banho com espuma nos negros e cacheados fios de cabelo.
Vestiu o vestido justo florido, perfumou-se, sandália e batom rosa barato. Foi encontra-se como rapaz do cortiço, que a instigou aquela tarde. Tomaram algumas doses de lubrificantes sociais. O rapaz já não enxergava flores, apenas curvas e pensou: - Cadela.
Naquela noite, deitou-se e dormiu sozinha.

Nem seu demônio a acompanhou.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Offtopic! No surprise.

Sei que tenho um longo e atrasado numero de postagens impublicadas (acabo de descobrir que esta palavra"impublicada", não existe - "Classic"), mas esta noite um torpor natalino me sobreveio...
Sim, Dorothy adora natal!!!
O natal, o chocotone Bauduco, e o especial do Robertão. Além do incansável hit, que esse ano lançou uma versão fabulosa que não ousarei comentar... "Todos os nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou...". Eu sempre me emociono ( me de um copo de veneno, com duas pedras de gelo pelo menos).
E Dorothy se encanta com o Natal simplesmente por sua ironia presente em cada adorno, e todo mundo resolver ser bom em nome de um nascimento. E lá vem presépio com reis magos e seus presentes...
É obvio que ela é cristã. E agradece nas noites escuras, mas já não crê na santidade. E isso faz um tempo.
Porque "todo ser humano, pode ser humano" e devem ser, inclusive os que fazem aniversário em dezembro.
Mas eu gosto do natal e das roupas novas, do shopping lotado de 13° e cartão de crédito. Gosto também do Papai Noel com a barba amarela do cigarro e olhos azuis, e o buço enxarcado de suor, que não cansa de beijar bochechas rosadas. Meu humor seria áspero se eu fosse o velho pançudo de gorro no verão baiano.
Eu gosto do natal porque a meia noite Jesus pode cola com jaqueta de couro, um triciclo e pet dos corvos. Narciso me narrou este fato. Ha tempos. Só hoje creio que humanos podem expandir um lado obscuro do cérebro e tocar o divino. Não existem santos, apenas o lado impar...
E o pior é que gosto e me rendo ao natal. Por que no fundo todo mundo pode ser bom e suficientemente ridículo pra acreditar que tudo isso é real.
Natal é legal, eu sei que é, por que a ignorância se torna plural e a inteligencia - mais uma vez - é uma coisa idiota.
Desculpem-me, mas eu gosto do natal e papai Noel já respondeu a minha ultima cartinha, com farsas inenarráveis de um espirito natalino e o verdadeiro motivo para comemorações...

Renas voam para solucionar nossos problemas.

sábado, 17 de dezembro de 2011

"3 dias / 3 pitacos"

Olá minha doce amiga!

Como o prometido, me encarreguei de responder suas perguntas..
Acabei fazendo uma pergunta ou outra que você poderia responder nos comentários.

Um beijo longo.

Ass.: Tico.


O que achou dos aditivos?
Recorri aos aditivos por uma questão óbvia. Sabia com antecedência que esses dias exigiriam de nossos corpos uma sobrecarga. Não queria que o inevitável cansaço levasse consigo tão preciosas horas contigo, amiga. Marquei de acertar as contas com meu corpo quando seu avião estivesse a mais de 30.000 pés.
Num balanço final, seu uso foi bem positivo. De certo numa próxima ocasião (que não tarda) ampliarei um bocadinho nosso estoque.

Algo não aconteceu por falta de coragem?
Sem medo de botar banca de macho alpha, assumo: Não deixei de fazer nada por falta de coragem. Inegável dizer que não houve uma certa expectativa na coisa, saca?... Mas mesmo não sendo muito bom em identificar indícios denunciatórios, não percebi nenhum feedback. A máxima que diz  que “a ocasião é rara” nunca fez tanto sentido. Concorda?


Estamos mais maduros ou fomos tomados por uma súbita adolescência?
Todos nós somos adeptos da experimentação como porta de entrada principal para aquele verbo indefinível chamado viver. O tempo é curto mas a experiência é longa e difícil, e se recria com a fluidez  da memória. O toque, o cheiro e todo imenso arsenal  de sensações libidinosas e lisérgicas nos marcam tanto que  buscamos sugar gota a gota o deleite vivido através das lembranças. Fizemos tudo (ou quase) que nossos corpos pediam. Bom salientar que não se trata de puro hedonismo, afinal o bem estar do grupo deve prevalecer ao individual. Precisa de uma certa maturidade para atingir esse estágio, não acha?
Percebo, mais do que nunca, que todos estão mais responsáveis pelos seus atos. Nossos demônios alados desaparecem no horizonte levando consigo o medo de assumir quem realmente somos. E quando nos reunimos – os três – entre cervejas e bauretes, não são apenas risadas que ecoam no cômodo. Acho que enfim descemos do altar da adolescência através da significação de culpa.