Meu caro Mágico (por que assim devemos chamar os seres humanos munidos da capacidade de nos fazer sonhar).
Sinto como a muito não ousei sentir, empolgada e certa de que esta pequena idéia está pronta para se transformar em turbilhão de emoções.
E diante de tantas mudanças deparo-me com o ócio. Quando tomei a decisão, fechei a mala e tranquei a porta com a chave do até breve... Voando 1836km com a cabeça repleta de planos, que com semanas se corrompem pelo ócio. É eu imagino muito além, mas isso tudo é real... OZ continua distante. Então que se faça produtivo.
Palavras ditas por ti e por Lena Wild passaram e martelam por toda a noite.
Durante muito tempo me atrevi por diversos cursos na área Cênica. Conheci pessoas, atores e alguns animais. E muito disso, foi um tanto quanto convencional e metódico, o que na minha exclusiva opinião nos distância concretamente da arte.
Stanislavsky não me diz nada. Compreendo e aceito a sua importância, mas minha mente não pode e não deseja criar a base de teorias. Acredito na arte humana, aquela que consegue tirar de dentro do ser mais ignóbil o mais primário e oculto sentimento. A arte não está na mente, mas no corpo na alma e na consciência do seu Eu interior. Com isso jamais ousaria afirmar o que é bom ou ruim, o que é exato ou incerto... Apenas certifico-me do que realmente ficou impresso na alma.
Neste emaranhado de questões sobre o que o teatro fez por mim. Afirmo: Ele me transformou no que sou...e isso não necessariamente me faz melhor. Nem mais consciente, mas me ajudou a ultrapassar a barreira do Leão. Não me falta coragem de ser, quero apenas encontrar o MEU caminho de volta para casa.
De todas as experiências maravilhosas destaco em êxtase (talvez reencontrado) Lena Wild. Sim. Ela quem me levou ao verdadeiro significado da palavra arte. Pois é capaz de despertar o Eu que está preso no âmago de cada um.
Lena Wild com sua Ciranda significativa e seus desenhos repletos de representações do Eu. Sempre me dizia seus traços devem se ampliar. Desenhe como se dançasse. Traços miúdos se fundiam a teias, a mortes seguidas de nascimento e a uma doce ciranda. Ciranda que hoje ainda me diz: “. precisamos estar disponíveis para a mudança, às vezes, dar um passo atrás é mais proveitoso que ir adiante...” (Lena Wild).
Ao final compreendo... Respondo a mim mesma a sua indagação, o teatro me proporcionou procurar o SER artístico, sem qualquer pretensão de ser artista. Consegue me entender? Vejo-me capaz de fazer da vida a arte dos encontros e desencontros. E rir. A arte de me pintar da forma que quiser, e descobrir o meu cenário interior. Talvez isso me faça melhor...
Disso tudo o que guardo são experiências humanizadas e não teorias enlatadas.
A Opinião dada no texto acima se refere apenas a opinião de Dorothy... e não da pessoas citadas.
ResponderExcluirAss: Dorothy em Busca de Oz.