sexta-feira, 14 de outubro de 2011

E aí Dorothy, pronta pra começar?

Apesar dos problemas técnicos – malditos fones – nossa conversa de ontem foi inteiramente empolgante! Muitas idéias brotaram e prontamente tomam corpo. Há um bom tempo não me sentia tão extasiado com um novo projeto – contando meus últimos fracassos pessoais, mas isso é outra história.
Esse nosso projeto chega ao que me parece ser uma nova fase em nossas vidas. E isso definitivamente não é pouca coisa. Eu, fiz muitos planos com a Alice sobre novas perspectivas de levar a vida. Calma! Nada tão xiita  (como praticar modalidades de sexo extremo  ou entrar num bando de ciganos.) Será algo  como tentar sugar o máximo de néctar possível antes que as abelhas retornem... ok, ok... uma colméia não fica desprotegida,  sou péssimo com metáforas. Prometo que assim que  descobrir do que se trata te confidencio os detalhes.  E você.... putz! Pra começar você está a 1836 Km de distância (vide Google Maps aqui). Uma vida que virou de ponta cabeça. Mas que apesar dos apesares conta com aquele gosto de desafio que mudanças bruscas proporcionam. O frio na barriga pode ser bom...
               Um dia desses li alguns recortes de peças do  Shakespeare (que sempre é genial) e fiquei embasbacado com tamanho domínio da leitura humana (quase quatro séculos antes da psicanálise!).Percebi também minha ignorância teatral e lembrei que a ultima peça que assisti foi uma montagem decepcionante do “Pequeno Príncipe”, cujo versos torturantes do tipo “Ainda sinto o cheiro do teu sorriso!” reverberam na minha cabeça como uma espécie de mantra de efeito contrário. Recordei também da vez que no ensino médio  encenei Hamlet munido de espada de plástico e total ausência de compreensão sobre o que estava fazendo. Na cena final - depois de varar o peito de seu tio  Claudio com  a espada envenenada de Laerte, que jazia desfalecido ao chão – Hamlet dá três passos capengas em direção a platéia – havia sido ferido por essa mesma espada há pouco – Mira seus olhos sobre a público atônito e no ultimo lampejo vivente declara que quem deveria assumir o trono do reino da Dinamarca era o jovem Fortimbrás. Acho que depois disso pôde morrer em paz.
                      Puxa vida.  Relembrar essas coisas me fez querer resgatar a sensação de interação atemporal que o teatro provoca. Um encontro com o nosso eu nú. Livre das amarras morais impostas pela vida em sociedade. Você olha pra trás é vê que o vazio era o mesmo de hoje. Era a mesma vida repleta de incertezas, injustiças e lutas gananciosas por poder. Realmente, olhando desta forma, tudo parece se resumir em som e fúria.
               Ficaria  imensamente feliz em receber uma reflexão sua sobre a importância do teatro em sua vida. Se minha intuição estiver correta sinto que surgirá algo precioso para nós.  Afinal, esse tipo de coisa que exige auto-reflexão sai bem mais barato que uma análise!

Beijo e aguardo próximo contato,

Mágico.

Um comentário:

  1. Sua resposta segue no próximo "post"...
    Espero que esteja a altura de sua indagação!

    Ass: Questionável mente de Dorothy...

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