Os dedos passeiam por entre os grandes lábios, agora molhados. E sugere
lhe tirar a calcinha.
Não havia um desejo manso, eram dois touros correndo a mesma
direção.
As mãos que seguram os pulsos, no
cavalgar que faz gemer, antes tremiam procurando fuga para os pensamentos.
Era então o novo vicio, de subir por entre as pernas e deixar que o
corpo caísse. No encaixe. Como um peão que se prende firme a sela, não poderia
cair. Segurava. Subia, descia. Recomeçava.
Descobrindo caminhos do novo
gozo. Na boca seca, que molha o ventre.
Você sorri e diz não aguentar.
Sentei atrás onde os lábios deslizavam.
Sentia o arrepio, o cheiro, o gosto. O desejo que amolecia o corpo. Encontrei no
manchado o desenho que queria percorrer, a língua já entedia o que fazer.
Delicio-me com cada passo imaginado.
O vermelho despido, lhe fez ofegar, é quando encosto o ouvido no lábio,
a pele muda de textura, a língua desliza até o seio, certeira. Viro pelo avesso,
volto, os olhos reviram. Gozo.
E você sorri porque não vai mais aguentar, o novo vicia e lhe
permite danar.