quarta-feira, 24 de abril de 2013

Azul







Hoje o céu amanheceu,
Azul.
Apesar das gotas,
Da chuva.
Apesar da distância...






Que o tempo,
 não calcula.








...

domingo, 21 de abril de 2013

Nu Termômetro


Tempo frio
Corpo quente
Assim eu desatino.
mãos geladas,
 a percorrer o corpo... 
e nos delírios.
 Eu
Desatino!
respiração forte, 
pernas bambas,
 eu rezo, 
eu peço, 
na manha.
desabotoa a camisa,
 me paralisa. 
Eu 
Desatino!
E sobe aos poucos meu vestido
um corpo nu na cama
amassando os tecidos,
talvez estejamos em maus lençóis,
não me preocupo com isso.
Desatino!
Vestindo a alma, 
descobrindo os sentidos,
 tu me desatinas, 
eu te desatino!
Nu emaranhado
De nós
Dois. 




Ana Agridoce e Maria Tereza Calisto
Ana Agridoce e Tai Borges.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

POEMA


Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

Ney Matogrosso

terça-feira, 16 de abril de 2013

Treino.



Os dedos passeiam por entre os grandes lábios, agora molhados. E sugere lhe tirar a calcinha. 
Não havia um desejo manso, eram dois touros correndo a mesma direção.
As mãos que seguram os pulsos, no cavalgar que faz gemer, antes tremiam procurando fuga para os pensamentos.
Era então o novo vicio, de subir por entre as pernas e deixar que o corpo caísse. No encaixe. Como um peão que se prende firme a sela, não poderia cair. Segurava. Subia, descia. Recomeçava.
 Descobrindo caminhos do novo gozo. Na boca seca, que molha o ventre. 
Você sorri e diz não aguentar. 
 Sentei atrás onde os lábios deslizavam. Sentia o arrepio, o cheiro, o gosto. O desejo que amolecia o corpo. Encontrei no manchado o desenho que queria percorrer, a língua já entedia o que fazer.
Delicio-me com cada passo imaginado.
O vermelho despido, lhe fez ofegar, é quando encosto o ouvido no lábio, a pele muda de textura, a língua desliza até o seio, certeira. Viro pelo avesso, volto, os olhos reviram. Gozo.
E você sorri porque não vai mais aguentar, o novo vicia e lhe permite danar.







terça-feira, 2 de abril de 2013

CASULO



A hermética borboleta azul
Que atrai no mistério cinza
de um casulo azul
Cinza.
Cálido, rasga
a quem olha nos lábios
e pode se perder
num casulo que se abre
ao toque das letras
no costurar das asas
Voa