quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

GENI

E outra vez.
Mais uma vez
ela acordou com a brisa
Doce
Da vodka que queimava em seu peito
Já não sentia mais.

Acordou manca
Por que suas pernas
Que deveras antes
Admiráveis
Foram deglutidas. LENTAMENTE.
Por sua nova forma.

Doíam as costas
Doíam as ancas
Doia-lhe o sexo
Pelo peso de carregar uma vida que não era sua.

E outra vez.
mais uma vez.
Ela transpira na madrugada, fria.
Te gosto salgado
Estes tais sonho que já não são seus...

Lhe querem Maria,

mas só pode ser Geni

domingo, 1 de abril de 2012

A verdade é que você mente todo dia.

"Minha vontade é de sei lá...

  • Pegar um ônibus e mudar, sei lá, 
    pra um lugar bem longe sabe...
  • Começar do zero!
    Tai será que dar reset é sempre necessário?
    • Eu acho que eu sou é um pouco mimada...E
       qndo as coisas não funcionam ao modo eu fujo, é tão mais fácil!
      Vc já tinha pensado nisso antes?

      • Um pouco 
        e minha frustração aumenta.
        Deve ser indigesto, Nega!"

        E depois de reflexões frente ao espelho, lembrei me que sou apenas um personagem. E que Ninguém. Ouça bem NINGUÉM É 100% REAL!
        Então, pode um homem se reduzir a insignificância de ser 
        apenas bom?

        Aguardo teu palpite neste mesmo Post...(se ainda souber a senha, claro)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Uma Poesia de Cintura e Boca.


E pra quem gosta de ousadia...
Isabel é um prato cheio.
Não é inocente. Não gosta de ser.
Uma poesia latina, vestida de poucos panos. Poesia de boca. Poesia de cintura. Poesia de cabelos castanhos. Longos. Cacheados.
Poesia que subia o morro com o noivo pelo braço.
O refrão do funk despudorado não lhe saia dos lábios e combinava com o corpo de verso e prosa.
Ontem no baile era só ela. Um vestido azul clarinho na pele pouco queimada de sol.
Isabel desceu o morro, foi quebrar no baile seu noivo, um sargento baixo metido a dono do saber, lhe acompanhou, queria entender o que tanto fazia falta a morena.
O sargentinho sentou-se numa mesa bem ao centro onde poderia se firmar na beleza da morena. Todos a olhavam, todos a desejavam e ele se sentiu grande por acreditar possuí-la.
 E descem uma, duas, três doses. Quanta cortesia pensava a mente de Isabel, enquanto os quartos se requebravam leve, ainda sentada na cadeira.
 Então a cartada final, lhe trouxeram um papel de dose cavalar e origem duvidosa. Não caiu bem nem no estomago, menos na mente do sargento baixo. Desaparecendo num relance a procura de um banheiro.
 Demorou. Custou muito a recuperar-se.
Tarde demais. Lá estava ela. No meio de tantos e de todos. O funk soava e os braços subiam e os quartos desciam. E o suor era capaz de molhar quem a olhasse. Agora os longos cachos pareciam jamais escovados, com as pontas molhadas chicoteava os muitos parceiros.
Isabel morena.
Morena rosa.
Rosa. Morena.
Sentir Isabel era cobiçar Afrodite, mas ela jamais soube disso.
Entre trancos dançantes de Isabel, eis que o sargento recobre a memória e tenta tirar a noiva de dentro do baile. Era tanta gente, tanto aperto, tanto suor, tanto prazer. O jovem quase sem tato custou a tocar a noiva. Mas enfim o fez. Puxou a pelo cotovelo, lhe arrastando baile a fora.
- “Ora, não faça papel de louca.”
Mas a morena apenas ria. Apenas ria.
O vestido agora já era menor que antes. E a pequena em versos desencabulados encontrava-se no muro fraco que corria pelo morro. Pobre do noivo, a quis mas não pode subir. O paraguaio o derrubara.
E ela apenas ria, sabendo que só fazia necessário, para calar o seu desejo o seu próprio corpo e mais nada, mais ninguém.
Ria enquanto o sargento noivo corava de aflição. Isso nunca lhe ocorrera antes. Com um beijo na testa despediu-se.
Subiu o morro seminua, assobiando o refrão do funk...
DEPOIS DE TANTO TOCOU-SE. E ENTRE SEUS DEVANEIOS, NÃO ERA O NOIVO QUE A MOLHAVA...